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Exército amarelo invade Brasília para defender a energia solar fotovoltaica

Um exército de capacetes e camisas amarelas invadiu Brasília no dia 07/11/2019, naquele que ficou conhecido como o dia "D" do setor de energia solar fotovoltaica no Brasil. Embora não tenha talvez tomado proporções suficientes para entrar para os livros da História do Brasil, certamente o levante pacífico ficará na memória daqueles que acompanham a luta pela consolidação do mercado da energia solar fotovoltaica no país.

No lugar de "black blocks", sem tumultos, profissionais, empresários e membros das entidades que defendem o setor solar, como a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar) e a ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída), lotaram gramados e as ruas de Brasília em busca de atenção contra a tão falada "taxação do Sol".

Embora de fato não exista qualquer taxação do Sol, o bordão adotado pelo movimento opõe-se à proposta da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) de cobrar dos geradores distribuídos o uso da rede elétrica, o que pode desincentivar a geração de energia elétrica a partir de painéis solares fotovoltaicos no país, prejudicando um setor que proporciona benefícios ambientais, sociais e econômicos para o Brasil.

O início do dia "D" foi marcado pela realização da audiência pública 040/2019 da ANEEL, convocada pela agência com o objetivo de "obter subsídios e informações adicionais referentes às regras aplicáveis à micro e à mini geração distribuída para a elaboração da minuta de texto à Resolução Normativa nº 482/2012 e à seção 3.7 do Módulo 3 dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional (PRODIST)", segundo informações da própria ANEEL.

Na audiência o corpo diretor da ANEEL colocou-se em uma mesa à frente do pavilhão do Clube do Exército em Brasília. As entidades do setor solar organizaram caravanas de ônibus originárias de todas as partes do Brasil, que lotaram o pavilhão com cerca de 800 participantes. No local foi montado um púlpito que serviu de palanque para alguns discursos inflamados em defesa da energia solar. As falas, técnicas em sua grande minoria, não prenderam a atenção da mesa diretora, que ouvia as pronunciações com certo desdém, segundo pessoas que estiveram presentes.

A realização da audiência pública foi marcada por duas panes de eletricidade na parte da manhã e no início da tarde, conforme noticiou em primeira mão o Canal Solar na matéria "Apagão frustra audiência pública da ANEEL". Por alguns longos minutos a multidão ficou no escuro, naquilo que parecia ser uma tentativa de apagar o movimento da energia solar. Provavelmente tudo não passou de uma infeliz coincidência, mas o fato pitoresco marcou de forma indelével o evento.

Além da falta de energia elétrica em um evento promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica, dois outros fatos foram denunciados pelo Canal Solar: ausência de transmissão ao vivo, como ocorre de praxe nos eventos da agência, e manifestação da agência sobre o fato de não ter recebido contribuições da sociedade para a audiência 040/2019. Muitas coincidências estranhas em uma audiência que era decisiva para a sobrevivência do setor de energia solar fotovoltaica no Brasil.

No frigir dos ovos o movimento das camisas e dos capacetes amarelos foi um sucesso e conseguiu atrair a atenção da classe política. Um discurso muito impactante em defesa da energia solar foi proferido pelo Senador Major Olímpio (do bloco parlamentar PSDB/PSL-SP) durante a audiência. E no final do dia um pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro, divulgado nas redes sociais, referiu-se ao evento de forma positiva, dando a entender que o Poder Executivo vai empenhar suas forças para acolher as reivindicações do setor solar.

 

Fonte: https://canalsolar.com.br/index.php/noticias/item/196-exercito-amarelo-invade-brasilia


Senador Luis Carlos Heinze trabalha junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para impedir a implantação de uma taxação nas energias sustentáveis em geração distribuída

O Senador Luis Carlos Heinze está trabalhando junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para impedir a implantação de uma taxação nas energias sustentáveis em geração distribuída. Pela regra atual, a energia gerada a mais pelo consumidor durante o dia é devolvida pela distribuidora, praticamente sem custo, para que ele consuma quando não está gerando a energia. Com a mudança proposta, o consumidor passará a pagar pelo uso da rede da distribuidora e também pelos encargos cobrados na conta de luz.

O parlamentar está articulado junto com outros senadores para impedir a medida e já solicitou uma audiência pública para tratar o tema em conjunto com as comissões de Agricultura, Ciência e Tecnologia e Serviços de Infraestrutura do Senado Federal. A audiência pública deverá ocorrer neste mês de novembro e contará com a presença dos seguintes órgãos e entidades:

- Ministério de Minas e Energia
- Ministério da Economia
- Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL
- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES
- Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – ABSOLAR
- Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica – CONACEN

#SenadorHeinze

 

 


Deputados e setor de geração distribuída encaminharão documento à ANEEL rechaçando proposta de taxação da Energia Solar 

Se novas regras propostas pela Aneel entrarem em vigor, economia de quem gera energia própria pode reduzir em até 60%

A Frente Parlamentar da Indústria Gaúcha e representantes do Setor de Energia Distribuída encaminharão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um documento rechaçando a atual proposta de alteração da Resolução Nº 482/2012, que regula a geração de energia fotovoltaica (painéis solares) no país. A decisão foi tomada durante reunião técnica realizada nesta segunda-feira (04), na Assembleia Legislativa.

Até o dia 30 de novembro, a Aneel manterá aberto um processo de Consulta Pública para avaliar mudanças no regramento do setor. A principal alteração cogitada é a criação de taxas para quem comercializa na rede a energia que sobra da produção. 

“Pelo que ouvimos na audiência pública, o encaminhamento que a Aneel está dando nessa questão é o pior possível. Esse documento deverá conter, primeiro, o pedido de prorrogação do prazo para a tomada de decisão. Em segundo lugar, faremos uma espécie de contraproposta à Aneel. Também pretendemos participar das discussões que estão ocorrendo em Brasília”, afirma o deputado Fábio Branco, que preside a Frente Parlamentar da Indústria. 

A discussão contou com representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), de universidades, da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agergs), da Agência Gaúcha de Energia Solar (Agesolar), do Sindicato das Empresas de Energia Eólica do Estado (Sindieólica) e de empresas do setor de energia distribuída.

Entenda o tema

- Até o dia 30 de novembro a ANEEL mantém disponível uma Consulta Pública para recolher contribuições sobre a proposta de Revisão da Resolução normativa nº 482/2012, que pode reduzir a economia de quem investe em geração de energia elétrica por meio de painéis solares.

- Os painéis fotovoltaicos geram determinada quantidade de energia. Tudo que não é consumido na residência, é “vendido” na rede. Esse excedente comercializado gera créditos ao consumidor que gera a energia. Esse crédito é utilizado em horários de baixa luminosidade, quando não há produção de energia por meio dos painéis. 

- Pela regra atual, quando a compensação ocorre na rede de baixa tensão, a residência que “vende energia na rede” não paga os custos de fornecimento no momento em que “recebe o crédito”. Ou seja, são utilizados 100% dos créditos. 

- Caso a alteração proposta pela Aneel entre em vigor, esse consumidor que gera a energia teria de pagar itens como a Tarifa de Uso do Sistema, para cobrir custos de utilização da rede. Representantes do setor avaliam que essa alteração significaria redução de até 60% na economia de quem gera energia.

 

Fonte: https://www.facebook.com/phamaenergiasrenovaveis/


Luiz Paulo Hauth, presidente da Phama Energias Renováveis, representou hoje a Associação Gaúcha de Energia Solar (AGESOLAR) na Assembleia Legislativa.

O debate técnico organizado pelo deputado estadual Fabio Branco (presidente da frente parlamentar em defesa do setor produtivo da indústria gaúcha) reuniu representantes da secretaria estadual do meio ambiente e infraestrutura (SEMA), de Universidades, da Federação das Indústrias do Estado (FIERGS), da AGERGS, SINDIEOLICA e de empresas do setor de energia na geração distribuída para discutir a proposta de tarifação da energia solar pela ANEEL.


Aneel vota nesta terça proposta que reduz incentivo para quem quer gerar a própria energia

Mudanças devem entrar em vigor em 2020. Segundo relator, alterações poderão elevar de 4,5 para 7 anos o prazo para recuperação do investimento em painéis solares.

 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vota nesta terça-feira (15) proposta para alteração das regras da chamada geração distribuída, sistema pelo qual consumidores podem produzir sua própria energia, normalmente por meio do uso de painéis solares.

Como já era esperado, o texto vai prever medidas que acabam por reduzir incentivos para a adesão a esse sistema. O tema vem sendo tratado na agência desde o início deste ano.

A Aneel vem defendendo a mudança sob o argumento de que os custos dos incentivos para quem gera a própria energia acabam sendo pagos depois pelos demais consumidores (leia mais abaixo).

O relator da proposta é o diretor da Aneel Rodrigo Limp. Segundo ele, se as alterações forem aprovadas, a expectativa é que o prazo médio para que um consumidor residencial recupere o investimento na instalação de seu gerador aumentará dos atuais 4,5 anos para cerca de 7 anos.

Depois de votada pela diretoria da agência, a proposta vai passar por consulta pública e pode sofrer alterações.

A agência espera que as mudanças comecem a valer em 2020. Entretanto, a nova regra proposta prevê gatilhos para a retirada dos incentivos. Isso quer dizer que o aumento do prazo para recuperação do investimento não será imediato.

Além disso, as mudanças vão atingir somente aqueles que aderirem à geração distribuída depois que as novas regras começarem a valer.

Entretanto, para os consumidores da chamada geração remota, ou seja, que geram a própria energia em um local distante do ponto em que consomem, a previsão é de que as mudanças serão mais rápidas e, a perda de atratividade do investimento, maior.

Quando um consumidor adere à geração distribuída, passa a produzir energia em casa ou no trabalho.

Essa energia pode ser consumida imediatamente ou então ser transmitida para a rede da distribuidora e compensada depois. Nesse caso, a rede da distribuidora acaba funcionando como uma bateria.

A regra atual prevê incentivos para quem participa desse sistema, entre os quais a isenção do pagamento de tarifas pelo uso do sistema elétrico. Porém, outros consumidores acabam bancando esses incentivos.

"Clientes que não possuem painéis solares ou outras formas de fazer geração distribuída em suas casas ou empresas pagam a conta por aqueles que fazem geração distribuída", informou, em nota, a Aneel.

De acordo com a agência, o objetivo da mudança proposta nesta terça é justamente evitar que o custo desses incentivos sejam repassados aos demais consumidores.

O reflexo disso é que a conta de luz de quem fizer parte da geração distribuída ficará mais cara e, consequentemente, o prazo para reaver o investimento na instalação, por exemplo, de painéis solares, vai ficar mais longo.

 

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/10/15/aneel-vota-nesta-terca-proposta-que-reduz-incentivo-para-quem-quer-gerar-a-propria-energia.ghtml


Brasil atinge 1 GW em geração distribuída de energia solar

País possui atualmente 93.597 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede.

Fonte - https://ciclovivo.com.br/planeta/energia/brasil-1-gw-geracao-distribuida-solar/

 

O Brasil acaba de atingir a marca histórica de 1 gigawatt (GW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos.

Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, limpa e sustentável, lidera com folga o segmento de microgeração e minigeração distribuída, com mais de 99,7% das instalações do país.

A energia solar fotovoltaica agrega inúmeros benefícios para o progresso do Brasil, dentre eles: redução de gastos com energia elétrica, atração de investimentos, geração de empregos locais de qualidade, redução de impactos ao meio ambiente, redução de perdas elétricas na rede nacional, postergação de investimentos em transmissão e distribuição e alívio do sistema elétrico em horários de alta demanda diurna, como nos meses de verão.

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Em número de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 73,8% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (17,3%), consumidores rurais (5,5%), indústrias (2,8%), poder público (0,6%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,01%).

Em potência instalada, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 41,6% da potência instalada no País, seguidos de perto por consumidores residenciais (36,0%), indústrias (10,4%), consumidores rurais (9,8%), poder público (2,1%) e outros tipos, como serviços públicos (0,2%) e iluminação pública (0,03%).

De acordo com a entidade, o Brasil possui hoje 93.597 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 117.312 unidades consumidoras, somando mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do país.


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O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por fatores importantes como a forte redução de mais de 85% no custo da tecnologia solar fotovoltaica desde 2010 e o excessivo aumento nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros, pressionando o orçamento de famílias e empresas.

“A energia solar fotovoltaica nos telhados e pequenos terrenos também traz liberdade ao consumidor, que já não aguenta mais depender de uma única distribuidora e ainda ter de arcar com aumentos abusivos nas tarifas de energia elétrica”, comenta Koloszuk.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, este é apenas o começo de uma brilhante trajetória para democratizar o acesso a energia elétrica limpa e renovável, cada vez mais atrativa aos brasileiros. “O Brasil precisa ter uma política de Estado, com marco legal e regulatório estáveis, para ampliar o acesso da população, das empresas e os governos a esta tecnologia estratégica para a redução de custos com sustentabilidade”, diz Sauaia.

 

Ranking Nacional Solar Fotovoltaico

Para acompanhar de perto a evolução da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica nos estados brasileiros, a ABSOLAR desenvolveu um Ranking Nacional Solar Fotovoltaico, que compara as potências instaladas em cada unidade da Federação.

Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo mantiveram as primeiras posições no ranking, enquanto Mato Grosso subiu para a quarta posição, ultrapassando Santa Catarina, que ficou em quinto.

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Projeto busca aumentar papel da energia solar na matriz energética brasileira Fonte: Agência Senado

De autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o Projeto de Lei 5.077/2019 trata da criação do Programa de Incentivo à Fonte Solar Fotovoltaica. A ideia é garantir, num prazo de até 10 anos, que pelo menos 7% da produção de energia do país seja de fonte solar fotovoltaica.

Fonte: Agência Senado

Para saber mais é só acessar o link e ouvir o áudio com as informações completas:

 

https://www12.senado.leg.br/…/projeto-busca-aumentar-papel-…


JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DOS ASSOCIADOS AGESOLAR

Na noite da última quinta-feira, 15, foi fundada a Associação Gaúcha de Energia Solar (AGESOLAR), entidade que tem como objetivo promover a potencialização da energia solar no Estado do Rio Grande do Sul.

A AGESOLAR é composta por engenheiros, professores, arquitetos, representantes de empresas e de outras entidades do ramo de energia fotovoltaica, e terá como Presidente nos próximos três anos o administrador de empresas Rodrigo Correa.

A reunião de fundação aconteceu em Porto Alegre e contou com a presença de 25 profissionais do setor. Durante o encontro foram tratados assuntos de toda a temática inerente a energia solar, em especial os principais desafios que a entidade terá pela frente para cumprir seus objetivos.

Ficou estabelecidos que num prazo de até 90 dias serão convidados novos associados e será aprovado o estatuto da Associação, bem como seu planejamento estratégico.